O mito do tambor lacrado. Por que o óleo novo não é óleo limpo?

Mitos e verdades é um assunto que, além de interessante, sacode a cabeça da gente, faz a gente acreditar em coisas que parecem verdade, de tão bem explicadas, não é mesmo?

Então vamos falar de mais um mito. Um dos erros mais caros na manutenção industrial e no maquinário agrícola é a crença de que o óleo hidráulico recém-comprado, entregue em um tambor lacrado direto da refinaria, está pronto para ser inserido no sistema. Na engenharia de lubrificação, assumir que “óleo novo é óleo limpo” é o caminho mais rápido para a falha prematura de bombas e servoválvulas. E por essa você não esperava.

A jornada da contaminação de ponta a ponta: da refinaria ao seu reservatório

O processo de refino do óleo atende a padrões rigorosos de qualidade química, mas não necessariamente de limpeza particulada. Após ser refinado, o fluido passa por tubulações, caminhões-tanque, mangueiras de transferência e, finalmente, é envasado em tambores ou contêineres IBC.

Cada uma dessas etapas que parecem tão controladas, adiciona milhares de partículas microscópicas de poeira, ferrugem e resíduos de solda ao fluido. Além disso, o próprio tambor metálico ou plástico não é fabricado em um ambiente de “sala limpa”, contendo detritos de fabricação antes mesmo de receber o óleo.

O choque de realidade da Norma ISO 4406

Os testes laboratoriais comprovam quase sempre que o óleo hidráulico novo, direto do tambor, não está 100% limpo, ele costuma apresentar uma classe de contaminação ISO 4406 em torno de 20/18/15 ou até pior.

Para entender a gravidade disso, precisamos olhar para a exigência dos equipamentos modernos:

  • Sistemas de baixa pressão (bombas de engrenagem): exigem ISO 19/17/14.
  • Sistemas de alta pressão (bombas de pistão e válvulas proporcionais): exigem ISO 16/14/11.
  • Servoválvulas de altíssima precisão: exigem ISO 14/12/10 ou melhor.

Inserir um óleo ISO 20/18/15 em um sistema que exige 16/14/11 significa injetar até 16 vezes mais partículas abrasivas do que o fabricante do equipamento tolera. É o equivalente a colocar uma lixa líquida para circular no seu maquinário. Um baita problema. Como podemos resolver isso?

A solução: microfiltragem antes do primeiro uso

A regra de ouro da confiabilidade é simples: nunca transfira óleo para a máquina sem antes filtrá-lo. Sempre, independente do fornecedor. O abastecimento deve ser feito através de unidades móveis de filtragem (carrinhos de filtragem), que forçam o fluido novo a passar por elementos filtrantes de alta eficiência antes de entrar no reservatório.

Aqui na Newtec somos especialistas no desenvolvimento de sistemas de filtragem off-line e de transferência. Ao utilizar os elementos filtrantes absolutos da Newtec no seu abastecimento, você garante que o óleo seja microfiltrado, rebaixando a classe ISO do tambor para os padrões exatos exigidos pelo seu sistema. O resultado é a eliminação do desgaste inicial e a maximização da vida útil dos componentes mais caros da sua máquina.

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